17/01/2011

Vence quem dá valor

Com toda certeza a dupla Grenal é insuperável no RS, principalmente, quando se fala em dinheiro, bons jogadores e clamor popular. Mas isso, hoje, não é o suficiente para ganhar jogos. Estes são fatores que desequilibram, quando se tem a mesma vontade de vencer. Quando se dá o mesmo valor as competições.

Grêmio e Inter começaram tropeçando no Gauchão, porque acreditaram que diante de clubes menores as coisas poderiam cair do céu. Com time principal, ou time B, a estrutura que os nossos grandes clubes contam é sem comparação com os menores. O que não significa três pontos na conta sempre. Lajeadense e Cruzeiro jogaram focando mais do que os três pontos, mas sim querendo a afirmação após o acesso a elite. Jogaram com OBJETIVO. Deixaram camiseta e grandeza em segundo plano. Mesmo que Lajeadense, e principalmente Cruzeiro, tenham tradição no futebol do Rio Grande do Sul, eles já sofreram na carne durante anos, o efeito do romantismo sem metas. De quem simplesmente entra em campo e espera que a camiseta jogue. Isso é passado.

13/01/2011

Uns saem, outros chegam

Não chega a ser uma notícia confirmada, daquelas do tipo "tiro dado bugio deitado". Mas é forte o boato de que Giuliano pode ser assediado de uma forma muito efetiva, pelo futebol europeu. A concorrência com os euros pode ser desleal para os brasileiros. Aliás, a notícia chega no dia seguinte ao presidente Giovâni Luigi dizer que o clube precisaria negociar um jogador neste ano. Normal. Infelizmente isso acaba sendo necessário. Mas sinceramente, tem que ser bom para o clube e para o time. Tem que ser algo de fácil reposição. Sem sequelas, ainda mais em ano de Libertadores. Ou será que este sonho tem um preço?!

Na contramão desta história, o Inter ainda demora para trazer reforços. Estes devem ser anunciados semana que vêm, ou ainda na outra semana. Francamente, é perda de tempo. Os jogadores tem que ser contratados no mesmo período da reapresentação dos titulares colorados. E outra. Os primeiros reforços a chegar devem ser Zé Roberto, atacante do Vasco, e Facundo, volante do Nacional-URU. Nomes interessantes, talvez bem úteis, mas não podemos afirmar que serão titulares do Internacional. Nada para começar o ano empolgado.

12/01/2011

Clube de Regatas do enroleixon...

Num raro momento de bom senso, o Flamengo resolveu fazer uma entrevista coletiva normal na apresentação de Ronaldinho Gaúcho. O medo de que perguntas fortes, manchassem o clima festivo, deu lugar a uma tática simples. TERCEIRIZAR A CULPA! Quando a pilantragem da negociação era mencionada, a resposta lógica era dada, a culpa é de Assis e do Milan. Ronaldinho até aceita fazer papel de cordeirinho, quando na verdade só quer enrolar jornalistas e torcedores.

Aquele papo de "eu quero me divertir", "que ser feliz", "quero que o torcedor se divirta", foi a tônica da entrevista do pilantrinha gaúcho.

Pior que ouvir Ronaldinho, é ouvir Patrícia Amorim. A manda chuva do Flamengo, quanto mais fala, menos demonstra conhecer de futebol. Mas uma coisa ela sabe. ENROLAR. Em quanto muitos jogadores tem salários e até o 13° salário atrasados, ela rasga dinheiro com um vigarista da bola e sua quadrilha.

Clube de Regatas da Censura

Quando pensamos que tudo de ruim já foi mostrado na novela Ronaldinho Gaúcho, acabamos nos surpreendendo. Após a pilantragem da família Assis, de negociar o jogador com vários clubes ao mesmo tempo. Agora chegou a hora de abafar o caso.

Hoje na apresentação de Ronaldo, apenas perguntas previamente enviadas a acessoria de imprensa do clube, devidamente aprovadas, serão feitas por um mestre de cerimônias que vai conduzir a entrevista coletiva.

Ao que parece, esta é uma medida para que nenhuma surpresa desagradável aconteça no momento festivo. Imagina se algum jornalista sério, resolve perguntar sobre as sacanagens que Assis e sua turma fizeram no leilão envolvendo o baladeiro Ronaldinho... O Flamengo, que recebia poucas criticas, afinal, era tido apenas como o vencedor da disputa, agora parece querer fazer parte da turma dos destruidores da ética.

Se existisse união na imprensa, ninguém iria neste circo. Mas como cada um defende o seu lado, nós deveremos ter um bando de bajuladores, aplaudindo um ato explicito de CENSURA rubro-negra. 

Esta, só poderia ser a cereja no bolo de uma história suja.